Durante o período conhecido como paleolítico foi crescendo a necessidade do homem viver em grupo. Em grupo, eles
podiam caçar, pescar, defefender-se das feras e aprender com a troca de experiências. Afim de garantir-lhes a sobrevivência dividiam os alimentos em quantidades iguais para todos.
Os integrantes das comunidades primitivas não se preocupavam em acumular ou guardar alimentos e bens só para si, individualmente, com exceção, talvez, de pequenos objetos e enfeites de uso pessoal. Tudo era de uso e propriedade comum. A divisão do trabalho era restrita, ou seja, era uma divisão baseado no sexo ou divisão sexual do trabalho: — só havia alguma diferença entre a atividade dos homens, predominantemente a caça, e a das mulheres, voltada para a coleta e o cuidado com os filhos.
As demais atividades eram distribuídas mais ou menos de forma igual para todos. Eles fabricavam instrumentos de pedra, construíam cabanas e faziam roupas. Neste período, eles vivam com nômades, ou seja, migravam de uma região para outra quando a alimentação escasseava.
O elemento essencial da cultura neolítica, que teria ocorrido a partir de 8000 a.C., em lugares como o Oriente Médio foi o avanço dos equipamentos de trabalho. Ou seja, os homens passarem a produzir um tipo de machado bem mais potente do que a pedra lascada usada pelos grupos anteriores, bem como outros instrumentos bastante sofisticados de pedra polida, criaram também a agricultura e a domesticação de animais.
Com crescimento populacional era preciso que os povos se dividissem para procurar novos territórios de caça e coleta. Neste processo, a competição por terras boas cresceu, levando os homens a desenvolver novas estratégias de sobrevivência.
Na crescente Fértil, uma faixa de terra irregular e produtiva que se estende desde o Vale do NiIo, no Egito, até os rios Tigre e Eufrates, no Iraque, passando pelo sul da atual Turquia, havia grande fartura em caça, animais e cereais silvestres, como o trigo e a cevada. Com o tempo, os colhedores começaram a perceber que era mais fácil plantar perto de suas casas e, com isso, tornar possível a seleção das melhores espécies de cereais, mais produtiveis e fáceis de comer. Além do mais, ao ensinar os animais a trabalhar em atividades sistemáticas e permanentes, como por exemplo, os bois que puxavam os arados, foi possível a grande revolução agrícola.
A agricultura ajudou a por um fim à vida nômades de nossos antepassados e os ajudou a se estabelecerem mais tempo próximo ao lugar onde plantasse. Desta forma não precisariam se mudar quando a alimentação acabasse. O aumento da produtividade das colheitas, trabalhadas com melhores técnicas, ajudava ao homem a fixar-se um pouco mais à terra. Assim, por volta do sétimo milénio a.C., iniciava-se a vida sedentária, não-nômade, com as famílias presas à terra. Esse novo modo de vida fez com que os agricultores do Neolítico ficassem mais protegidos dos ataques de grandes animais como tigres e leões; puderam ter mais crianças, que antes dificultavam os deslocamentos constantes; e passaram a cuidar mais dos velhos, que representavam um fardo na vida nómade. Em seguida começaram a domesticar e a criar animais, além de confeccionar novos objetos (como potes de cerâmica, cestos, ferramentas) e roupas melhores. Estava formada a primitiva aldeia neolítica, com casas mais sólidas, destinadas a durar mais tempo.